Fundação para Kitnets em Bloco Estrutural: Sondagem, Impermeabilização e Contrapiso

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Informacional. O leitor deseja entender os principais cuidados na fundação de um conjunto de kitnets em bloco estrutural, incluindo sondagem, cargas, impermeabilização e execução do contrapiso.

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Fundação para Kitnets em Bloco Estrutural: Cuidados Essenciais

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Veja os cuidados com sondagem, cargas, impermeabilização e contrapiso na fundação de kitnets construídas em bloco estrutural.

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Fundação para Kitnets em Bloco Estrutural: Sondagem, Impermeabilização e Contrapiso

A fundação é uma das etapas mais importantes na construção de um conjunto de kitnets, principalmente quando o projeto terá três pavimentos e utilizará blocos estruturais.

Nesse sistema construtivo, as próprias paredes ajudam a receber e transmitir as cargas da edificação. Por isso, qualquer erro de nível, alinhamento ou dimensionamento na fundação pode acompanhar toda a obra.

Cada unidade também terá sua própria caixa-d’água, o que acrescenta uma carga permanente considerável à estrutura.

Antes de executar qualquer serviço, porém, é indispensável contratar profissionais habilitados para elaborar os projetos de fundação, estrutura, alvenaria e impermeabilização.

Este artigo apresenta uma visão prática e geral do assunto. Ele não substitui sondagem, cálculo estrutural, projeto executivo ou acompanhamento técnico da obra.

A fundação não deve ser escolhida antes da sondagem

O primeiro passo não é decidir entre sapata, radier, estaca ou qualquer outro tipo de fundação.

O primeiro passo é conhecer o solo.

A sondagem ajuda a identificar:

  • resistência das camadas do terreno;
  • profundidade das camadas mais firmes;
  • presença de aterro;
  • nível de água no solo;
  • variações entre diferentes pontos do lote;
  • possibilidade de recalques;
  • necessidade de fundações rasas ou profundas.

Documentos técnicos de órgãos públicos destacam que a fundação depende das características do solo e que a sondagem é indispensável para definir uma solução adequada.

Construir utilizando como referência apenas a fundação de casas vizinhas é um risco que eu evitaria.

Dois terrenos próximos podem apresentar solos bastante diferentes.

Qual fundação pode ser utilizada?

Não existe uma única fundação correta para todas as construções em bloco estrutural.

Dependendo do solo, do projeto e da distribuição das paredes, o engenheiro poderá avaliar soluções como:

  • sapatas;
  • sapatas corridas;
  • vigas baldrame;
  • radier;
  • blocos sobre estacas;
  • estacas;
  • associação entre diferentes elementos.

Em construções com alvenaria estrutural, é importante que as cargas das paredes sejam transmitidas corretamente até a fundação.

As paredes dos pavimentos superiores precisam estar compatibilizadas com as paredes inferiores e com os elementos estruturais previstos no projeto.

Alterar paredes, portas ou vãos durante a execução sem consultar o projetista pode modificar o caminho das cargas.

A fundação precisa considerar todo o empreendimento

Não se deve dimensionar a fundação pensando apenas no primeiro pavimento.

Desde o início, o cálculo precisa considerar a obra pronta, inclui

  • paredes de blocos estruturais;
  • lajes;
  • coberturas;
  • escadas;
  • revestimentos;
  • contrapisos;
  • instalações;
  • moradores;
  • móveis;
  • equipamentos;
  • reservatórios de água;
  • cargas das áreas comuns;
  • ação do vento;
  • características do terreno.

Os elementos da fundação são responsáveis por transmitir as solicitações da construção ao solo e devem ser projetados conforme as cargas recebidas e as condições do terreno.

Fazer uma fundação para um pavimento e decidir ampliar depois pode gerar reforços caros ou até inviabilizar a ampliação.

O peso das caixas-d’água precisa entrar no cálculo

A água pesa aproximadamente um quilograma por litro.

Isso significa que uma caixa com 500 litros de água representa cerca de 500 quilos apenas de água.

Em um empreendimento com 12 unidades, teríamos, como exemplo:

12 caixas × 500 litros = 6.000 litros

Portanto, seriam aproximadamente seis toneladas de água.

Caso cada unidade possua uma caixa de 1.000 litros:

12 caixas × 1.000 litros = 12.000 litros

Nesse caso, seriam aproximadamente 12 toneladas de água.

Esse peso ainda não inclui:

  • os próprios reservatórios;
  • bases de apoio;
  • tubulações;
  • coberturas;
  • pessoas responsáveis pela manutenção;
  • demais equipamentos instalados no local.

Além do peso total, importa muito onde as caixas serão posicionadas.

Concentrar várias caixas em um único ponto gera uma condição diferente de distribuí-las sobre áreas previamente projetadas.

Por isso, capacidade, localização e forma de apoio dos reservatórios devem aparecer no projeto estrutural desde o começo.

Bloco estrutural exige uma base muito bem nivelada

Na alvenaria estrutural, a primeira fiada de blocos merece atenção especial.

Se a base estiver fora de nível, a equipe poderá tentar corrigir o problema aumentando a espessura da argamassa, improvisando calços ou fazendo ajustes durante a subida das paredes.

Isso pode prejudicar:

  • alinhamento;
  • prumo;
  • modulação;
  • posição dos vãos;
  • passagem das instalações;
  • distribuição das cargas;
  • acabamento final.

A fundação, o baldrame ou o radier precisam ser executados com controle rigoroso de cotas e níveis.

Antes de iniciar a alvenaria, eu conferiria:

  • medidas externas;
  • esquadro;
  • posição das paredes;
  • alinhamento dos eixos;
  • níveis;
  • localização das portas;
  • pontos hidráulicos;
  • passagens elétricas;
  • esperas previstas no projeto.

Um erro de poucos centímetros na primeira etapa pode gerar recortes, desperdício e retrabalho em todos os pavimentos.

Por que a impermeabilização é tão importante?

A impermeabilização merece atenção especial nesse projeto porque os blocos não receberão reboco tradicional na parte interna.

O acabamento será feito com gesso ou massa aplicada sobre a alvenaria preparada.

O gesso não combina com umidade constante.

Quando a umidade sobe pela fundação ou entra pelas paredes, podem aparecer:

  • manchas;
  • bolhas na pintura;
  • descascamento;
  • mofo;
  • desprendimento do acabamento;
  • cheiro de umidade;
  • deterioração próxima ao piso;
  • reclamações dos moradores.

A impermeabilização protege os elementos da construção contra a entrada de água e contribui para evitar deterioração, manchas, bolor e outros danos.

Como o acabamento interno será mais sensível à umidade, eu consideraria a impermeabilização uma parte essencial da estrutura, e não apenas um serviço complementar.

Onde a impermeabilização deve ser planejada?

O sistema deve ser definido pelo responsável técnico, mas normalmente a análise inclui pontos como:

  • contato da fundação com o solo;
  • vigas baldrame;
  • base das paredes;
  • primeira fiada de blocos;
  • encontros entre pisos e paredes;
  • banheiros;
  • cozinhas;
  • lavanderias;
  • áreas externas;
  • muros em contato com terra;
  • lajes expostas;
  • juntas e passagens de tubulações.

Não basta passar um produto apenas na parte visível da parede.

É necessário impedir que a água chegue à alvenaria.

Quando a umidade vem do solo, o tratamento precisa interromper sua passagem entre a fundação e a parede.

Impermeabilização do baldrame e da primeira fiada

Em fundações com vigas baldrame, a superfície precisa ser preparada antes da aplicação do sistema impermeabilizante.

De maneira geral, o serviço exige:

  1. limpeza da base;
  2. correção de falhas e irregularidades;
  3. aplicação do sistema especificado;
  4. respeito ao número de demãos;
  5. cumprimento do tempo de secagem;
  6. proteção da impermeabilização;
  7. cuidado durante o assentamento dos blocos.

O produto utilizado deve ser compatível com a base, com o solo e com o acabamento que será executado.

Também é importante tratar as laterais necessárias, os encontros e os pontos de passagem de tubulações.

Uma pequena falha pode se transformar em um caminho para a umidade.

Cuidado com furos depois da impermeabilização

Depois que o sistema estiver pronto, a equipe deve evitar perfurações, cortes e quebras sem planejamento.

É comum a impermeabilização ser danificada durante a instalação de:

  • tubulações;
  • conduítes;
  • portas;
  • soleiras;
  • ralos;
  • suportes;
  • elementos metálicos.

Cada passagem precisa ser prevista e vedada conforme o projeto.

Impermeabilizar bem e depois furar toda a proteção para corrigir instalações esquecidas praticamente anula parte do serviço.

Drenagem também faz parte da proteção

A impermeabilização não deve trabalhar sozinha.

O terreno precisa conduzir a água da chuva para locais adequados, evitando que ela fique acumulada junto às paredes e fundações.

O planejamento deve considerar:

  • caimentos externos;
  • calhas;
  • condutores;
  • drenagem do terreno;
  • cotas do piso;
  • nível da rua;
  • posição de jardins;
  • áreas com terra encostada nas paredes;
  • afastamento da água da base da construção.

Quando o terreno direciona a água para o prédio, a pressão sobre o sistema de impermeabilização aumenta.

Áreas molhadas precisam de atenção própria

Banheiros, cozinhas e lavanderias possuem contato frequente com água.

Mesmo que o foco inicial seja a fundação, a impermeabilização dessas áreas precisa ser compatibilizada com:

  • contrapiso;
  • ralos;
  • tubulações;
  • rodapés;
  • paredes;
  • soleiras;
  • níveis dos ambientes.

O banheiro deve ter caimento correto para o ralo, sem pontos onde a água fique parada.

Também é importante evitar que o piso do banheiro fique mais alto do que os ambientes secos, permitindo que a água se espalhe pela kitnet.

Como preparar o contrapiso?

O contrapiso é a base que receberá posteriormente a cerâmica ou outro revestimento.

Quando ele é mal executado, o assentador precisa utilizar mais argamassa para compensar desníveis, o que aumenta o consumo e pode prejudicar o resultado final.

Um bom contrapiso precisa apresentar:

  • nível conforme o projeto;
  • superfície regular;
  • resistência adequada;
  • espessura controlada;
  • bom acabamento;
  • caimentos nas áreas molhadas;
  • ausência de partes soltas;
  • compatibilidade com a impermeabilização;
  • tempo adequado de cura.

A execução deve começar pela conferência das cotas.

Não basta deixar o piso aparentemente liso. É necessário verificar se todos os ambientes terminarão nas alturas previstas.

Nivelamento e caimento não são a mesma coisa

Nos quartos, salas e demais áreas secas, o objetivo geralmente é deixar a base nivelada para receber o revestimento.

Nos banheiros, lavanderias e áreas externas, deve existir o caimento previsto para conduzir a água aos ralos.

Portanto, não se deve tentar deixar todo o empreendimento em um único nível sem considerar a função de cada ambiente.

Também é necessário prever:

  • espessura da cerâmica;
  • espessura da argamassa;
  • soleiras;
  • portas;
  • ralos;
  • transições entre ambientes;
  • impermeabilização;
  • altura final dos pisos.

Esses detalhes precisam ser resolvidos antes da execução do contrapiso.

Vale a pena fazer o contrapiso na primeira etapa?

Fazer o contrapiso ainda durante a fase inicial pode ajudar na organização da obra, desde que a sequência tenha sido planejada.

As vantagens podem incluir:

  • definição antecipada dos níveis;
  • base regular para os serviços seguintes;
  • redução de correções na etapa de acabamento;
  • melhor controle do consumo de argamassa;
  • facilidade para o futuro assentamento da cerâmica.

Por outro lado, o contrapiso pronto precisará ser protegido durante o restante da obra.

Quedas de blocos, andaimes, carrinhos, umidade excessiva e abertura posterior de instalações podem danificá-lo.

Antes de executar, eu confirmaria se todas as tubulações e passagens embutidas no piso já foram concluídas e testadas.

Testes antes de fechar tudo

Antes de cobrir tubulações e liberar a execução definitiva dos pisos e paredes, é importante testar:

  • instalações hidráulicas;
  • tubulações de esgoto;
  • ralos;
  • impermeabilização das áreas molhadas;
  • passagens elétricas;
  • níveis e caimentos;
  • pontos de drenagem.

Corrigir um problema enquanto a estrutura ainda está aberta costuma ser muito mais simples do que quebrar contrapiso, cerâmica ou parede depois.

Erros que eu evitaria

Escolher a fundação sem sondagem

O tipo de fundação depende do solo e das cargas reais da construção.

Calcular somente o primeiro pavimento

A fundação deve ser dimensionada para a edificação completa, com todos os pavimentos e reservatórios.

Definir as caixas-d’água depois do projeto

A capacidade e a posição dos reservatórios interferem nas cargas estruturais.

Começar a alvenaria sobre uma base desnivelada

Na alvenaria estrutural, erros na primeira fiada podem se repetir até o último pavimento.

Tratar impermeabilização como acabamento

Ela deve fazer parte do projeto e ser executada antes que a umidade tenha caminho para entrar na alvenaria.

Utilizar gesso sobre paredes com umidade

O acabamento poderá manchar, soltar e exigir reparos frequentes.

Perfurar a impermeabilização sem vedação

Passagens improvisadas se transformam em pontos vulneráveis.

Fazer o contrapiso sem conferir as cotas

O erro pode aparecer nas portas, soleiras, ralos e no assentamento da cerâmica.

Não prever os caimentos

Pisos aparentemente nivelados podem acumular água nos banheiros e áreas externas.

Fechar as instalações sem testar

Um vazamento descoberto depois poderá exigir a demolição de parte do serviço pronto.

O que eu faria desde o início

Para um empreendimento com três pavimentos em bloco estrutural, eu procuraria definir antes da execução:

  • quantidade definitiva de kitnets;
  • projeto arquitetônico compatibilizado;
  • sondagem do terreno;
  • projeto de fundações;
  • projeto de alvenaria estrutural;
  • posição de todas as paredes;
  • localização e capacidade das caixas-d’água;
  • níveis dos pavimentos;
  • projeto de impermeabilização;
  • drenagem do terreno;
  • passagens hidráulicas e elétricas;
  • caimentos das áreas molhadas;
  • espessura do contrapiso;
  • altura final dos revestimentos;
  • sequência de execução.

Também fotografaria toda a fundação, as impermeabilizações e as tubulações antes de cobri-las.

Esses registros podem ajudar muito em futuras manutenções e reformas.

Conclusão

A fundação de um conjunto de kitnets em bloco estrutural precisa ser pensada para a obra completa.

Ela deve considerar os três pavimentos, as paredes estruturais, as lajes, os moradores, os revestimentos e o peso dos reservatórios de água.

Tudo começa com a sondagem e com um projeto estrutural compatibilizado.

Depois disso, o cuidado com o nível da base, a primeira fiada, a impermeabilização e o contrapiso ajuda a evitar problemas que seriam caros para corrigir.

No caso de paredes internas acabadas com gesso, a proteção contra a umidade se torna ainda mais importante.

Uma impermeabilização mal executada pode comprometer o acabamento, provocar mofo e gerar manutenção constante nos imóveis alugados.

Na minha visão, fundação e impermeabilização não são os melhores lugares para tentar economizar cortando etapas.

São serviços que ficam escondidos depois da obra, mas continuam protegendo o patrimônio durante muitos anos,

Como já passei por alguns desses problemas, hoje eu seria mais cuidadoso, faria um checklist de todas as etapas como garantia, tenho certeza que refazer sai mais caro que fazer.

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FAQ — Perguntas frequentes

Qual é a melhor fundação para kitnets em bloco estrutural?

Não existe uma única resposta. A escolha depende da sondagem, das cargas, da quantidade de pavimentos e das características do projeto.

É possível construir três pavimentos sobre radier?

Pode ser possível em determinados projetos, mas somente o engenheiro poderá definir isso após analisar o solo e as cargas.

A fundação precisa considerar as caixas-d’água?

Sim. O volume, o peso, a localização e a forma de apoio dos reservatórios devem entrar no cálculo estrutural.

Quanto pesa uma caixa-d’água cheia?

Como referência, cada litro de água pesa aproximadamente um quilograma. Uma caixa de 500 litros contém aproximadamente 500 quilos de água.

Posso alterar paredes em uma construção de bloco estrutural?

Qualquer alteração deve ser analisada pelo projetista. No sistema estrutural, as paredes podem participar diretamente da sustentação do edifício.

Por que impermeabilizar a primeira fiada?

A impermeabilização ajuda a impedir que a umidade do solo e da fundação suba para os blocos e comprometa o acabamento das paredes.

Posso aplicar gesso diretamente sobre bloco estrutural?

A solução depende da preparação da superfície e do sistema especificado. A parede deve estar regular, compatível com o produto e protegida contra umidade.

O contrapiso precisa ficar completamente nivelado?

Nas áreas secas, deve seguir os níveis previstos. Banheiros, lavanderias e áreas externas precisam dos caimentos definidos para conduzir a água.

Posso executar o contrapiso antes das paredes?

A sequência depende do sistema construtivo e do projeto. O importante é compatibilizar fundação, alvenaria, instalações, impermeabilização e níveis.

Preciso testar a impermeabilização?

Os testes e verificações devem seguir o sistema especificado e a orientação do responsável técnico antes que a área seja coberta.

É necessário contratar um engenheiro?

Sim. Uma construção com vários pavimentos e alvenaria estrutural exige projetos, cálculos, responsabilidade técnica e acompanhamento profissional.

CTA final

Está planejando construir kitnets em bloco estrutural? Resolva a sondagem, a fundação, o peso dos reservatórios e a impermeabilização antes de iniciar as paredes. O cuidado nessa primeira fase pode evitar trincas, umidade, pisos desnivelados e prejuízos durante toda a vida útil do imóvel.

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